Um destino turístico completo: Cotiporã - RS

O local:

A pequena Cotiporã, na Serra Gaúcha, não faz parte dos roteiros turísticos mais badalados do Sul do Brasil, porém, possui inúmeras atrações turísticas, dentre paisagens exuberantes, vistas de tirar o fôlego, parreirais, vinícolas, dentre outros. Um local para fazer turismo ecológico, rural, gastronômico, religioso e até de aventura. Portanto, um destino turístico completo, que merece ser exaltado!
Esta pequena cidade de matriz italiana, com cerca de 5 mil habitantes e elevação de pouco mais de 600 metros acima do nível do mar, revela-se um paraíso cercado por montanhas, vales, parreiras e rios. As primeiras famílias de imigrantes se estabeleceram na região por volta de 1885, na então localidade de Monte Vêneto. Foi em 1938, que a cidade passou a se chamar Cotiporã, termo indígena que significa "pequena floresta bonita".
Com o passar dos anos, o núcleo de imigrantes, até então, pertencente ao município de Veranópolis, foi desenvolvendo algo que hoje é uma de suas principais especialidades: o cultivo de uvas de mesa e para a fabricação de vinhos finos, sucos e espumantes. Em 1983, Cotiporã emancipa-se e passa a ser Município.
Paisagem rural em Cotiporã, Serra Gaúcha

Onde fica:

O acesso principal a Cotiporã é a RS-359, uma rodovia pavimentada que inicia no Centro de Veranópolis. O acesso secundário é a Estrada Bento Gonçalves, cujo trevo de acesso localiza-se na RS-431, após a descida da Serra de Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves. Este acesso possui um trecho de cerca de 10 quilômetros sem pavimentação.
Há também um acesso por Dois Lajeados, em uma estrada sem pavimento, que passa pelo belo vale do Rio Carreiro. Ver detalhes

O que fazer:

Viajar pela Serra Gaúcha no Verão é uma experiência magnífica de aromas de sabores. Nesta época, são oferecidas uvas de mesa às margens das rodovias. Ao pararmos em um quiosque, na descida da Serra de Faria Lemos, pela RS-431, no interior de Bento Gonçalves, fomos surpreendidos por um grupo de quatis. Estes bichinhos simpáticos não são nenhum pouco tímidos, frente a presença humana, uma vez que apanham frutas que são oferecidas por visitantes. No grupo, haviam adultos e filhotes, todos empolgados com as cascas de uvas jogadas no chão. Alguns chegam a apanhar comida das mãos das pessoas. Mas não tente fazer carinho neles, pois, embora pareçam dóceis, ainda são selvagens e podem facilmente confundir um dedo com comida.

Quatis em Faria Lemos, divisa com Cotiporã

Este é o início do acesso secundário a Cotiporã. Esta ponte sobre o Rio das Antas é estreita e permite somente o tráfego em um sentido por vez. Ela é frequentemente coberta pelas águas do rio, em situações de fortes chuvas na região. Por segurança, verifique as condições antes de atravessar. Neste ponto, há uma pequena praia, a Praia das Pedras, onde moradores da região pescam, acampam e se refrescam.
Ponte sobre o Rio das Antas, entre Bento Gonçalves e Cotiporã

Passando a ponte, já estamos em território cotiporanense. A estrada poeirenta é só um detalhe, frente às belezas naturais que vão surgindo. A subida íngreme revela alguns belos pontos de observação do rio e da barragem da Usina Hidrelétrica 14 de Julho. Um dos melhores pontos de observação é um bar, em uma entrada à direita de quem sobe, cerca de 5 quilômetros após a ponte.
Hidrelétrica 14 de Julho, Cotiporã, Serra Gaúcha

Um lugar realmente impressionante.
Lago da Hidrelétrica 14 de Julho, Cotiporã, Serra Gaúcha

As parreiras cobrem as montanhas como um mosaico. O lago é um paraíso para espécies nativas de aves aquáticas.
Rio das Antas, Cotiporã, Serra Gaúcha

Algumas espécies de aves podem ser avistadas, enquanto trocam de galhos.
Ave às margens do Rio das Antas, em Cotiporã, Serra Gaúcha

Cerca de 1,5 Km após o bar, em um ponto mais alto, há um Belvedere.
Vista panorâmica do Rio das Antas, Cotiporã, Serra Gaúcha

A vista do vale é espetacular!
Vista da Hidrelétrica 14 de Julho, Cotiporã, Serra Gaúcha

Este, além de permitir uma vista em outro ângulo da barragem e do rio, também permite avistar o Morro do Céu, à direita.
Vista da Hidrelétrica 14 de Julho, Cotiporã, Serra Gaúcha

Percorrendo mais 1,5 Km, estrada acima, chegamos à comunidade de Linha Almirante Tamandaré, onde localiza-se a pequena Capela Nossa Senhora do Rosário. Construída no ano 2000, ela substituiu a antiga igreja, do outro lado da rua.
Igreja Nossa Senhora do Rosário, interior de Cotiporã

Em um ambiente de interior, não pode faltar o sino da igreja, que avisa os fiéis sobre o horário da missa. No entorno da igreja, um belíssimo trabalho de paisagismo.
Igreja Nossa Senhora do Rosário, interior de Cotiporã

Ao lado do salão comunitário, a antiga igreja, construída em alvenaria na década de 40, empregou areia trazida do leito do Rio das Antas, por meio de burros. Ela substituiu a primeira igrejinha da comunidade, construída em 1917, toda em madeira.
Antiga igreja Nossa Senhora do Rosário, interior de Cotiporã

O caminho é repleto de belas paisagens de vales e montanhas.
Paisagem no interior de Cotiporã, Serra Gaúcha

Aqui, as parreiras parecem tapetes verdes, cobrindo os montes. Eis que alguns cartões postais vão aparecendo.
Paisagem rural no interior de Cotiporã, Serra Gaúcha

Após mais 7,5 quilômetros, chegamos ao Centro da cidade. Por se tratar de uma cidade pequena, o bucolismo segue presente, mesmo no perímetro urbano. Cotiporã mantém algumas edificações antigas, construída pelos imigrantes italianos.
A Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde, localizada na Rua Independência, fica em frente à bela Praça Maurício Cardoso.
Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde, Cotiporã

Também na Rua Independência, em frente a igreja, há um centro de informações turísticas e a Praça Don Fortunato Odorizzi.
Informação ao turista, Cotiporã, Serra Gaúcha

Um local tranquilo, ótimo para uma parada, enquanto as crianças aproveitavam a pracinha. No entorno da praça, há alguns bares e restaurantes. Andando pela cidade, encontramos diversas edificações antigas, casarões de madeira e pedra. Em uma delas, na Rua Silveira Martins, até uma mercearia, tal qual eram no século passado. Uma verdadeira viagem no tempo!
Praça Central de Cotiporã

Na Rua Padre Mediqueschi, ao lado da Unidade Básica de Saúde, há uma gruta, toda construída em quartzo, como um símbolo de fé dos povos imigrantes e descendentes de italianos. Mais do que um símbolo religioso, a Gruta de Quartzo possui beleza ímpar.
Gruta de Quartzo, Cotiporã, Serra Gaúcha

Seguindo pela Rua Independência, a leste, e depois, mais 8 quilômetros por uma estradinha vicinal, chegamos ao mirante da Cascata dos Marins, um dos principais atrativos turísticos da cidade. No acesso, uma placa alerta os visitantes sobre o perigo.
Placa de advertência na Cascata dos Marins, Cotiporã

A curta trilha termina em um local cercado, na borda de um precipício com cerca de 100 metros de altura. Nota-se que a advertência da placa tem motivos. Entretanto, a beleza da cascata impressiona mais. O profundidade do vale, neste ponto, é de cerca de 200 metros.
Cascata dos Marins, Cotiporã, Serra Gaúcha

A cascata, na verdade, são duas: uma em queda livre, com cerca de 80 metros de altura e a outra, um pouco mais abaixo, com 60 metros de altura, onde as águas do Arroio Sapatinho deslizam pelas pedras. Para quem quiser chegar mais próximo das cascatas, há trilhas que conduzem até o local e que podem ser acessadas através da estrada da Linha Independência, porém, de alto nível de dificuldade, dentro da mata fechada.
Cascata dos Marins, Cotiporã, Serra Gaúcha

Do mirante, tem-se bela vista da junção do Arroio Sapatinho com o Rio das Antas. Há diversos pontos de observação da cascata, ao longo da estrada que passa pela comunidade de Linha Independência. 
Rio das Antas, Cotiporã, Serra Gaúcha

Depois de contemplarmos a bela Cascata dos Marins, voltamos à cidade e seguimos pela Rua Silveira Martins, até a Rodovia RS-359, que liga Cotiporã a Veranópolis. Na localidade de Linha Frei Caneca, localiza-se a Cave Marson, uma vinícola idealizada por uma família de ingleses que vieram ao Brasil junto com os imigrantes italianos e se instalaram em Cotiporã.
Cave Marson, Cotiporã

A visitação segue as regras e horários descritos no site http://cavemarson.com.br/turismo/. Chegamos um pouco tarde, portanto, pulamos o passeio ao parreiral.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

A decoração associa muito bem a rusticidade e a elegância.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

A recepção cordial e os excelentes produtos são um convite irresistível.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

O brasão da família Marson é ostentado em um quadro e traz elementos tipicamente ingleses.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

Há um espaço próprio para a recepção de visitantes. Grupos com 15 pessoas ou mais podem fazer reservas para almoços e jantares.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

O mural, ao fundo, expõe os inúmeros prêmios conquistados pela vinícola. Um reconhecimento por seus excelentes vinhos e espumantes.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

Com tantos produtos premiados, fica difícil não fazer um brinde! As reservas podem ser realizadas pelo telefone (54)3441-1318, ou pelo e-mail marson@cavemarson.com.br. O site da Cave Marson é www.cavemarson.com.br.
Cave Marson, Cotiporã, Serra Gaúcha

Cotiporã possui outras atrações, dentre cachoeiras, mirantes e até uma destilaria, além de ótimos restaurantes, que oferecem a deliciosa comida italiana. São tantos locais, que não conseguimos visitá-los em um dia, mas que serão mostrados em breve neste blog. Para mais informações, acesse o site oficial do Município: http://www.turismocotipora.com.br/.
Agradecemos à equipe da Cave Marson pela cordial recepção e atendimento. Devemos agradecimentos, também, à equipe do Centro de Informações ao Turista, onde recebemos orientações que não constavam nos fôlderes.
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